Descolados, radicais, aventureiros... São essas as características quando pensamos em Parkour, não? Mas será que isso é certo, que conhecemos mesmo quem são eles? Vem descobrir mais uma Tribo Urbana com a gente!
Parkour é uma expressão da cultura corporal e
disciplina física que consiste em potencializar a capacidade de mover-se de
forma eficiente e autônoma, visando à superação de diversos obstáculos somente
através das habilidades corporais; tais como: correr, saltar, escalar, dentre
outras. Os praticantes, assim, treinam a criatividade, inovação e adaptação,
revelando suas relações com o espaço concreto e sociocultural. Em busca do
equilíbrio entre o fortalecimento corporal e mental, os praticantes aprendem a
lidar tanto com obstáculos físicos e psicológicos quanto da vida cotidiana.
Segundo o Presidente da Associação Baiana de Parkour, Gustavo Ivo de Carvalho e
Silva, Não há competições. A única luta é contra medos e inquietações
interiores. A atividade é um catalisador que contribui para manter jovens longe
de vícios nocivos e educa seus praticantes com princípios de preservação
ambiental, conscientização social, altruísmo e de respeito ao próximo. É
perceptível também a melhora na saúde em geral, condicionamento físico,
condição cardiovascular, resistência, força, potência, flexibilidade,
equilíbrio e coordenação; aumento geral do metabolismo basal. Além do trabalho
na criatividade e adaptação que promove significativas melhoras nas faculdades
mentais. A prática iniciou-se na década de 80 nos subúrbios de Paris.
Influenciados por ginásticas e treinamentos militares, beneficiados pela
arquitetura urbana, um grupo de jovens inspirados criaram os “Yamakasi”. Na
década de 90, David Belle, um dos integrantes, difunde o nome da prática como
“Parkour”. A partir de princípios de valorização corporal, social, moral e
coletiva; a prática se difundiu pelo mundo através de filmes, entrevistas e
eventos. Hoje, principalmente na Europa e cada vez mais no Brasil, a atividade
é apoiada por diversas organizações e reconhecida pela sua importância
sociocultural.
No Brasil, desde então, avanços ocorreram:
criação da Associação Brasileira de Parkour (ABPK), criação de outras entidades
(estaduais, regionais, autônomas), intercâmbio internacional, academias,
parkour parks, aulas, encontros nacionais e regionais, presença em todos os
estados, convênios com prefeituras, teses, monografias, praças criadas para a
prática, vinculação em diversas mídias, e outros. Em Salvador inicia em 2005,
de uma forma meio desorganizada com informações da internet, em São Paulo
alguns praticantes também começaram assim, vendo filmes e vídeos. Em 2006 começou
a se estruturar um pouco mais. Não foi possível saber se em algum outro lugar
da Bahia começou antes.Em Salvador, as pessoas que costumam treinar, que formam
a Associação baiana de Parkour, são uma média de uns 40~50 praticantes. Na
Bahia o número é bem grande, tem pessoas treinando em Camaçari, Amargosa,
Jequié, Itabuna, Itapetinga, Jacobina, Vitória da Conquista, Floresta Azul,
Paulo Afonso. A quantidade em cada um desses lugares é muito difícil de
estimar, por exemplo, há pouco a Associação descobriram que têm umas 27 pessoas
treinando em Jequié e mal sabíam de que o Parkour estava ainda tão ativo.
Quanto as roupas, identidade visual, em teoria não há um padrão, mas uma grande
maioria gosta de treinar com calças (moletom, tactel ou qualquer tecido leve),
camisas geralmente folgadas e um tênis leve. Alguns acabam treinando descalço
e/ou de short, por que não há uma obrigação em ir de calça, mas uma maioria se
veste assim. Os integrantes da Associação não percebem um padrão na linguagem
no grupo que pratica Parkour, há uma grande mistura de pessoas de diferentes
lugares, costumes, tribos, por conta disso não consigo perceber um padrão na
linguagem. Sobre valores eles afirmam que têm a alguns: altruísmo,
autocontrole, autoconhecimento, autonomia, respeito a si e aos outros e há duas
frases que eles têm como base do Parkour:
- Ser forte pra ser útil, que defende a busca
por ser mais forte e com essa força conseguirmos fazer coisas úteis pra nós
mesmos e pra sociedade.
- Ser e durar, que nos mostra o valor de
preservação do corpo, de buscar ser mais forte, mas sempre cuidando do corpo
para que ele dure.
Então, o que acharam? Fala pra gente nos comentários e até a próxima Tribo Urbana: Otakus!
Fonte: Zélia Fajardini, trabalho ''Tribos Urbanas'' (FMN Salvador)



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